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Simplíssimo Realiza Curso em Parceria com a CBL

No último dia 09 de fevereiro a Simplíssimo realizou o curso Entenda o Livro Digital e seu Mercado na sede da CBL, em São Paulo. Com a sala lotada, Eduardo Melo, fundador da Simplíssimo, explicou os intrincados caminhos do eBook em terras brasileiras.

A palestra, que durou um dia, foi uma parceria da Simplíssimo Livros com a CBL, que busca sempre atualizar os profissionais do ramo…

Pixels x papel – Empate Técnico?

Energia Papel Eletrônico

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Tenho visto e discutido alguns infográficos a respeito das supostas vantagens ambientais dos eBooks. Quase me considero capaz de neutralidade pois, de um lado, sou apaixonada pela tecnologia, e por outro, sou engenheira florestal e trabalho na indústria de celulose com gestão e redução de impactos ambientais.

Gosto de debater o tema e em geral, sou bastante cética com os argumentos de ambos os lados. Claro que o ponto central da discussão, quando se trata de ter um eReader ou não, dificilmente será o impacto ambiental.

Partilho com vocês um material produzido pela International Paper – uma parte interessada, sem dúvida, pois produz celulose e papel, mas que traz abordagens que julguei merecedoras de atenção. Segue uma livre tradução entremeada de meus próprios pitacos. O material original pode ser lido (em inglês) aqui.

O artigo aborda o seguinte fato e seus desdobramentos: qualquer processo de comunicação provoca algum tipo de impacto ambiental. Possivelmente várias pessoas já devem ter parado um segundo ao menos para ponderar que cada email enviado / recebido, implica em consumo de energia. O mesmo é válido para o envio de uma carta pelo correio. Mas para avaliar, no fim das contas, a melhor alternativa em termos de racionalidade no uso recursos naturais a análise precisa ser ampla, não pode se restringir à comparação do tempo de consumo de energia com o computador ligado enquanto se digita o email + tempo equivalente para quem lê e comparar diretamente com o tempo do escrever / receber a carta. Essa é uma visão insuficiente para se chegar a uma resposta. Há que se pensar no custo energético por trás desses atos mais simples – todos os servidores que permitem o funcionamento da web, toda a logística de transporte que envolve a distribuição física da comunicação.

Ao iniciar a » Continue lendo.

Pixels x papel – Empate Técnico?

Kobo é a Bola da Vez

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Com os lançamentos de eReaders e tablets da Amazon, todos começaram a olhar ao seu redor e observar quem daria o próximo passo.

A Apple está mais preocupada com seus 500 mil aplicativos e vendas de gadgets do que com livros, e provavelmente não irá lançar um eReader em sua história, ou se preocupar muito com eBooks.

A Barnes & Noble está quieta e encurralada. Com 25% do maior mercado de livros digitais do mundo – os Estados Unidos – ela se via em uma confortável posição desafiando a Amazon com seu maravilhoso eReader nook touch (teremos um review dele em breve, aguardem) e seguia firme e forte vendendo livros eletrônicos localmente.

Agora, com os lançamentos da Amazon, ela está seriamente  ameaçada, e parece que não tinha uma solução na manga. Sua principal deficiência é não vender livros e aparelhos internacionalmente. É um trabalho difícil, e a tradicional livraria não parecia estar com vontade de jogar nesse mercado ainda. Mas é provável que agora tenha que fazer isso.

Portanto, não sobra ninguém além do quarto lugar em atenção: a intrépida Kobo. Correndo atrás de oportunidades, ela se mostrou muito disposta a atacar o mercado mundial de eBooks. Após a Feira do Livro de Frankfurt, ficou mais do que claro que existem mercados pouquíssimos explorados pelo mundo – Brasil incluso – e aqueles que correrem ainda poderão pegar nacos do que a Amazon já está tentando pegar. Junto aqui considerações minhas e de mais de 15 artigos lidos, o assunto está fervendo.

Kobo Vox

Sem deixar o timing passar, a Kobo lançou tem poucos dias a Kobo Vox, tablet para competir diretamente com a Fire da Amazon. E eu, pessoalmente, considerei ela bem superior à Fire, em matéria de leitura e experiência de leitura. O preço é o mesmo.

Possui a » Continue lendo.

Kobo é a Bola da Vez

O que fazer quando o digital chega na sua área profissional

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Tradução livre do post de Seth Godin, muito útil para entender o mercado digital rapidamente.

Forma e função

Quando a forma muda, muda também o modelo de negócios subjacente, o qual, claro, também muda a função.

Mail —> Email

Books —> ebooks

DVD —> YouTube/Netflix

1040 —> Online taxes

Visa —> Paypal

Gritaria na Bolsa —> Pregão eletrônico

Call-center —> foruns e chat online

Direct mail —> permission marketing

Em cada caso, os players originais da antiga indústria decidiram que a nova forma poderia ser incorporada ao seu modelo de negócios já existente. E em cada caso eles estavam errados. Custo marginal e velocidade e ubiqüidade e uma dúzia de outros elementos da digitalização mudaram a interação em si, e assim as funções mudaram também.

A pergunta que se repete sobre a tecnologia, a que quase sempre é precisamente a pergunta errada, é: “Como este avanço ajuda nosso negócio?”

A pergunta correta é, “como este avanço mina nosso modelo de negócio e exige de nós/nos permite construir um novo modelo?”

Há projetos que são possíveis com ebooks ou Kickstarter ou email que nunca funcionariam em um universo analógico. A maior parte do dinheiro ganho no mercado de ações hoje, é através de abordagens comerciais que nem sequer existiam 30 anos atrás.

Quando uma mudança na forma chega na sua indústria, a primeira coisa a descobrir é como ela vai mudar a função.

O que fazer quando o digital chega na sua área profissional

Ontem li um Livro

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Ontem terminei de ler um livro. Nada de estranho e nada fora do normal. A única diferença é que se tratava de um eBook.

Já li muitos eBooks, e todo dia leio conteúdo digital, mas esta atividade está relacionada ao meu trabalho pois desde 1990 leio textos no computador: emails, blogs, texto em formato word, PDF e, ultimamente, muitos textos no formato ePub.

Minha experiência deste fim de semana porém foi levemente diferente. Depois de muito tempo, achei um bom livro de ficção e simplesmente me deu vontade de ler.

Comprei ele em livro digital de uma famosa loja brasileira online e coloquei ele em meu novo nook touch.

O nook, pra quem não conhece, é um aparelho com tecnologia eInk, um daqueles com tela “fosca” que não tem nada a ver com a tela do computador ou de uma tablet. É uma tela que não emite luz, que dá uma sensação de leitura muito próxima àquela do livro impresso em papel.

Bem, vou pular aqui a fase difícil e aventurosa de comprar o livro digital. Infelizmente, em todas as lojas brasileiras, comprar um eBook é uma experiência traumática que exige muita paciência. Mas eu estava bem disposto a enfrentar até mesmo o DRM!

Lógico, sei bem como funcionam estas geringonças, e sei como contornar os problemas, mas fiquei pensando na frustração do usuário que não tem familiaridade com estas tecnologias.

Comprei o eBook no formato ePub. Sou fã deste formato, não posso negar, e apesar de saber que na informática essa coisa de formato é muito efêmera e muda com facilidade – e portanto não dá pra idolatrar nenhum deles – acredito que este formato possa ser um bom modo de transmitir conteúdo digital.

Depois de ter passado ele para meu nook, ajustei as fontes no tamanho que mais » Continue lendo.

Ontem li um Livro

Quem Compra(mos) eBooks?

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A princípio, todos que frequentamos este site e/ou a lista de discussão “Revolução E-book” temos algum tipo de interesse / simpatia pelos eBooks, certo?

Errado. Pelo menos alguma vez lembro de ter lido manifestações ferrenhas contra o eBook em si, o que no começo surpreendeu-me, mas depois agradou, pois a pessoa se interessa em conhecer o que critica e isso é bárbaro. Mas o tema que gostaria de abordar é bem outro: dentre os que queremos a disseminação do eBook como uma forma positiva de multiplicação de conteúdo, cultura, conhecimento; que nos preocupamos com qualidade – de conteúdo e de forma; que nos interessamos pela questão da remuneração justa dos envolvidos na produção; que desejamos ver nesta tecnologia uma via para a acessibilidade… bem, destes que somos, talvez, ainda pouco numerosos aqui no Brasil, quantos efetivamente compramos eBooks? E quais os critérios / motivações da compra?

Sem nenhuma presunção de ser tomada como “representativa” do grupo, jogo aqui uma análise do meu próprio comportamento como consumidora de livros digitais, comparativamente ao meu hábito de leitura e de compra de livros em papel para reflexão geral.

Então, vejamos:

Tenho um Kindle há pouco mais de um ano; Possuo apenas 56 livros armazenados neste dispositivo (também tenho jornais e revistas, mas prefiro não computá-los nessa análise); 58% (29) foram baixados do Projeto Gutemberg ou outras fontes não pagas, incluindo alguns clássicos que eram disponibilizados na loja da Simplíssimo e exemplares cedidos diretamente por autores; 28% (15) foram comprados na Kindle Store; 17% (10) foram comprados em livrarias online do Brasil;

Não sou do tipo radical em minhas opções, portanto, continuo comprando livros impressos, apesar dos ácaros, poeira e espaço lotado na estante. E neste mesmo período (de junho de 2010 até aqui), comprei 14 livros.

Olhando cruamente os números, poder-se-ia concluir que » Continue lendo.

Quem Compra(mos) eBooks?

Esqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 2/10

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Pessoal, achamos melhor já publicar o segundo “post” dessa série para não criar um hiato de entendimento e fornecer já alguns insumos para explanação do tema proposto e eventual reflexão.

Vamos ao primeiro dos motivos catalogados por nós como “inibidores” das receitas advindas sobre a venda de eBooks:

a) O leitor ainda não está suficientemente familiarizado com o modo de leitura efetivado pelos eBooks.

Só para nivelarmos entendimento: O que seria estar familiarizado com um modo de leitura de eBooks?” Acreditamos que a própria leitura da questão já desmonta o argumento.

Vamos por partes. Quais são as premissas necessárias para leitura?

1) Familiaridade com o idioma proposto; 2) Disposição; e 3) Tempo.

Simples assim.

Não vamos ofender a inteligência do entusiasta leitor advogando a primeira premissa. Porém, no caso da segunda e terceira, nos parece conveniente uma maior abordagem.

Desde sempre (pelo menos desde que existe a escrita) o ser humano debruça-se sobre a leitura daquilo que deseja ou ainda necessita, em qualquer formato disponível que consiga ler. A disposição para leitura envolveu (e envolve sempre) uma necessidade qualquer do leitor somada a sua contra-partida de tempo disponível. Desde hieróglifos, receitas de bolo, placas, anúncios, periódicos e (até) livros o que moveu, move e sempre moverá o ser humano à leitura é esse triunvirato.

Alguns dirão: Ora, mas para a leitura de eBooks é necessário uma nova plataforma específica, e portanto demanda uma nova cultura.

Opa, opa, opa! Muita calma nessa hora!!! Qual é essa nova “plataforma”?

Quem “escreveu em pedra” que leitura de eBook tem que ser feita em “plataforma”? Quem disse que não posso ler um “eBook” em papel após imprimi-lo? Quem legislou que eBook é sinônimo de “tablets” ou, mais precisamente, “eReaders”? Quem foi que disse que leitura está necessariamente associada a conforto???

Questões, questões, questões…

Notem, » Continue lendo.

Esqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 2/10

O Passado, o Presente e o Futuro do Livro

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por Chico Homem de Mello Artigo Publicado em “Os Desafios do Designer” Editora Rosari

O destino do livro impresso está na ordem do dia. Todas as questões em pauta – se ele vai ou não vai desaparecer, qual a natureza das mudanças em curso, qual a futura aparência dos e-books – passam pelo território do design. Temos o privilégio (e também a angústia) de sermos a geração responsável pela passagem de um sistema a outro, e a magnitude dos desafios colocados é de assustar qualquer um.

O que se fala dos e-books

Há muitas vozes criticando os e-books. Um dos pontos negativos apontados é o fato de neles não haver o calor presente no contato com um livro impresso. Sem querer macular a aura de um belo volume encadernado, é preciso reconhecer que usar esse argumento para desqualificar o e-book é confundir as coisas.

Comparemos com o mobiliário. A madeira é um material com um calor análogo ao do livro – afinal, madeira e papel pertencem à mesma família. A atmosfera de uma mesa de madeira deriva em parte do próprio material do qual ela é feita. No entanto, isso não nos leva à desqualificação das mesas feitas em material sintético. Móveis de madeira vão continuar existindo, com suas características peculiares, podendo inclusive representar o mais sofisticado design contemporâneo; no entanto, móveis de material sintético vieram para ficar. Cada um fala a uma determinada sensibilidade e é usado para produzir um determinado efeito.

Criticar os e-books por serem frios é cair no engano de declarar absoluta uma certa sensibilidade historicamente construída. Fala-se que e-books são trambolhos, pois não podemos carregá-los debaixo do braço, levá-los no ônibus ou colocá-los no colo para ler na cama antes de dormir. Verdade provisória. Só para se ter uma ideia do futuro próximo, » Continue lendo.

O Passado, o Presente e o Futuro do Livro

Esqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 1/10

:)

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Bom… Conseguimos sua atenção :) A idéia era essa.

O tema que vamos tratar nessa postagem é tão, tão, mas tão relevante que precisamos pintar o título deste artigo com “cores muito fortes” para atrair sua atenção, nobre entusiasta das publicações digitais. Mas creia, temos bons motivos pra isso.

Aliás, não será em um único artigo que conseguiremos expor todo o raciocínio. Serão necessários pelo menos mais nove artigos para conseguirmos expor com algum aprofundamento e respaldo os “porquês” de estarmos abordando o tema com ares tão apocalípticos. Portanto, com esse primeiro “post”, temos a intenção salutar de apenas fazer uma introdução ao tema. Manias de editor: tudo tem que ter índice :)

Como muitos já perceberam, sempre que possível preferimos não usar a palavra “eBook” e sim o axioma “editorial digital” assim como outros apócrifos correlatos.

Há bons motivos para isso. Se analisarmos apenas a quantidade de “posts” polêmicos que tratam sobre o que é (e o que não é) o “livro digital” aqui no Revolução E-Book, já encontraremos motivos suficientes para questionarmos o termo. Será literatura sem papel? Será software multi-plataforma? Será o Super-homem? Nãoooo… É o eBook :)

Fanfarronices a parte, por mais instigante que seja o tema, não é isto que vamos comentar hoje. É algo infinitamente mais sério: Como monetizar uma operação (se é possível) com a venda de eBooks.

Notem que falamos “monetizar” e não “vender”. Vender nos parece ser mais fácil: basta baixar o preço abaixo da percepção de valor do mercado onde está inserido o produto, que se “vende” mais. Agora, monetizar, ganhar efetivamente dinheiro, já é outro papo.

E olha nós pintando o quadro novamente com “cores fortes”:

CRIAR EXPECTATIVAS DE VOLUMES RAZOÁVEIS NAS RECEITAS, A MÉDIO » Continue lendo.

Esqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 1/10

eBooks: Se Sua Mãe Consegue Ler, Você Está no Caminho Certo

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Um livro de papel é simples. Você pega ele com uma mão, abre com a outra e segundos depois, você está lendo.

eBooks precisam ser, no mínimo, tão simples e fáceis de usar quanto livros de papel. Encontrou, baixou, leu. Ou como diria o Capitão Nascimento, em Tropa de Elite:

- Olhou, fatiou… passou!

O público que é fã de tecnologia, geralmente jovem, nativo digital, sabe se virar por conta própria. Formatos, softwares, aparelhos, nada disso atrapalha essa turma. O grande salto é a sua mãe ser capaz de ler um eBook.

Pensar na mãe, aqui, é algo puramente conceitual – a mãe representa a pessoa mais velha, pouco familiarizada com tecnologia, mas usuária cada vez mais assídua da Internet e, claro, ávida por leituras e livros. Essa supermãe está disposta a experimentar um jeito diferente de ler, se isso significar facilidade e conveniência para ela.

Facilidade significa reduzir ao máximo o número de etapas entre a mãe e o seu eBook. Se o eBook precisar do programa XYB, ou só funcionar com o código x-10.3.2b, ou pior ainda, pedir mais um daqueles cadastros chatos, a desistência está garantida. Ela terá a impressão de que eBooks só servem para gente jovem, que vive na Internet o tempo inteiro e nasceu lendo a sopa de letrinhas.

Transformar o eBook em uma experiência onde as questões “técnicas” sejam invisíveis – ou quase. Esse é o caminho para sua mãe ler um eBook, sem ter medo de dar de cara com um bicho de sete cabeças. Parece impossível? Nada disso.

Estimule seu leitor

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eBooks: Se Sua Mãe Consegue Ler, Você Está no Caminho Certo

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