Pixels x papel – Empate Técnico?

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Tenho visto e discutido alguns infográficos a respeito das supostas vantagens ambientais dos eBooks. Quase me considero capaz de neutralidade pois, de um lado, sou apaixonada pela tecnologia, e por outro, sou engenheira florestal e trabalho na indústria de celulose com gestão e redução de impactos ambientais.

Gosto de debater o tema e em geral, sou bastante cética com os argumentos de ambos os lados. Claro que o ponto central da discussão, quando se trata de ter um eReader ou não, dificilmente será o impacto ambiental.

Partilho com vocês um material produzido pela International Paper – uma parte interessada, sem dúvida, pois produz celulose e papel, mas que traz abordagens que julguei merecedoras de atenção. Segue uma livre tradução entremeada de meus próprios pitacos. O material original pode ser lido (em inglês) aqui.

O artigo aborda o seguinte fato e seus desdobramentos: qualquer processo de comunicação provoca algum tipo de impacto ambiental. Possivelmente várias pessoas já devem ter parado um segundo ao menos para ponderar que cada email enviado / recebido, implica em consumo de energia. O mesmo é válido para o envio de uma carta pelo correio. Mas para avaliar, no fim das contas, a melhor alternativa em termos de racionalidade no uso recursos naturais a análise precisa ser ampla, não pode se restringir à comparação do tempo de consumo de energia com o computador ligado enquanto se digita o email + tempo equivalente para quem lê e comparar diretamente com o tempo do escrever / receber a carta. Essa é uma visão insuficiente para se chegar a uma resposta. Há que se pensar no custo energético por trás desses atos mais simples – todos os servidores que permitem o funcionamento da web, toda a logística de transporte que envolve a distribuição física da comunicação.

Ao iniciar a » Continue lendo.

Pixels x papel – Empate Técnico?

Maurem KaynaPixels x papel – Empate Técnico?

Kobo é a Bola da Vez

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Com os lançamentos de eReaders e tablets da Amazon, todos começaram a olhar ao seu redor e observar quem daria o próximo passo.

A Apple está mais preocupada com seus 500 mil aplicativos e vendas de gadgets do que com livros, e provavelmente não irá lançar um eReader em sua história, ou se preocupar muito com eBooks.

A Barnes & Noble está quieta e encurralada. Com 25% do maior mercado de livros digitais do mundo – os Estados Unidos – ela se via em uma confortável posição desafiando a Amazon com seu maravilhoso eReader nook touch (teremos um review dele em breve, aguardem) e seguia firme e forte vendendo livros eletrônicos localmente.

Agora, com os lançamentos da Amazon, ela está seriamente  ameaçada, e parece que não tinha uma solução na manga. Sua principal deficiência é não vender livros e aparelhos internacionalmente. É um trabalho difícil, e a tradicional livraria não parecia estar com vontade de jogar nesse mercado ainda. Mas é provável que agora tenha que fazer isso.

Portanto, não sobra ninguém além do quarto lugar em atenção: a intrépida Kobo. Correndo atrás de oportunidades, ela se mostrou muito disposta a atacar o mercado mundial de eBooks. Após a Feira do Livro de Frankfurt, ficou mais do que claro que existem mercados pouquíssimos explorados pelo mundo – Brasil incluso – e aqueles que correrem ainda poderão pegar nacos do que a Amazon já está tentando pegar. Junto aqui considerações minhas e de mais de 15 artigos lidos, o assunto está fervendo.

Kobo Vox

Sem deixar o timing passar, a Kobo lançou tem poucos dias a Kobo Vox, tablet para competir diretamente com a Fire da Amazon. E eu, pessoalmente, considerei ela bem superior à Fire, em matéria de leitura e experiência de leitura. O preço é o mesmo.

Possui a » Continue lendo.

Kobo é a Bola da Vez

SimplíssimoKobo é a Bola da Vez

7º Fórum de Editoração dos Alunos da ECA-USP

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Nesse último sábado (22/10) passei o dia no 7º Fórum de Editoração dos alunos da ECA-USP, realizado na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em São Paulo, com o tema “Quem tem medo de inovar?”. Foi muito interessante por mostrar que os alunos de Editoração já estão correndo atrás do futuro, querem saber mais sobre o assunto e se manterem informados para sair da faculdade com uma boa carga de conhecimento.

Estiveram presentes aproximadamente 100 pessoas, em um evento bem organizado com direito a certificado, papelaria e cofee break, em uma boa localização de São Paulo. Vamos falar um pouco sobre as 4 mesas que aconteceram no dia.

Fórum de Editoração

Livro na tela: e-book como transformador da leitura

Com a participação de Ednei Procópio, membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro, Sergio Herz, diretor da sessão digital da Livraria Cultura e Lilian Lima Franco do bureau Trio Studio, o assunto foi o livro digital.

Eles debateram sobre questões práticas e diversas como DRM, pirataria, produção, mercado e evolução do eBook no Brasil. Sergio Herz falou das experiências da Livraria Cultura ainda em 2002 com os livros digitais, bem como seu fracasso no projeto, e também falou um pouco mais como a Cultura funciona com esses livros.

Lilian, profissional da área, contou como funcionam os trâmites internos, como as coisas acontecem dentro da editora, quando o assunto é o livro eletrônico. E Ednei trouxe sua experiência com publicações próprias e pirataria, bem como traçou um pouco de como será esse mercado no futuro.

E a Universidade com isso?

Professores universitários como Sandra Reimão, Aníbal Bragança e Marilia de Araujo Barcellos falaram sobre a situação das pesquisas sobre o livro no Brasil. Não teve a ver com livro » Continue lendo.

7º Fórum de Editoração dos Alunos da ECA-USP

Simplíssimo7º Fórum de Editoração dos Alunos da ECA-USP

Quem Compra(mos) eBooks?

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A princípio, todos que frequentamos este site e/ou a lista de discussão “Revolução E-book” temos algum tipo de interesse / simpatia pelos eBooks, certo?

Errado. Pelo menos alguma vez lembro de ter lido manifestações ferrenhas contra o eBook em si, o que no começo surpreendeu-me, mas depois agradou, pois a pessoa se interessa em conhecer o que critica e isso é bárbaro. Mas o tema que gostaria de abordar é bem outro: dentre os que queremos a disseminação do eBook como uma forma positiva de multiplicação de conteúdo, cultura, conhecimento; que nos preocupamos com qualidade – de conteúdo e de forma; que nos interessamos pela questão da remuneração justa dos envolvidos na produção; que desejamos ver nesta tecnologia uma via para a acessibilidade… bem, destes que somos, talvez, ainda pouco numerosos aqui no Brasil, quantos efetivamente compramos eBooks? E quais os critérios / motivações da compra?

Sem nenhuma presunção de ser tomada como “representativa” do grupo, jogo aqui uma análise do meu próprio comportamento como consumidora de livros digitais, comparativamente ao meu hábito de leitura e de compra de livros em papel para reflexão geral.

Então, vejamos:

Tenho um Kindle há pouco mais de um ano; Possuo apenas 56 livros armazenados neste dispositivo (também tenho jornais e revistas, mas prefiro não computá-los nessa análise); 58% (29) foram baixados do Projeto Gutemberg ou outras fontes não pagas, incluindo alguns clássicos que eram disponibilizados na loja da Simplíssimo e exemplares cedidos diretamente por autores; 28% (15) foram comprados na Kindle Store; 17% (10) foram comprados em livrarias online do Brasil;

Não sou do tipo radical em minhas opções, portanto, continuo comprando livros impressos, apesar dos ácaros, poeira e espaço lotado na estante. E neste mesmo período (de junho de 2010 até aqui), comprei 14 livros.

Olhando cruamente os números, poder-se-ia concluir que » Continue lendo.

Quem Compra(mos) eBooks?

Maurem KaynaQuem Compra(mos) eBooks?

Google Lança Biblioteca Virtual Interativa

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A Google Books tem muito potencial e já está no mercado há algum tempo, mas parece que até agora não decolou como deveria. Seus acordos com editoras dão problemas para todos os lados, mas livros de domínio público escaneados e digitalizados em um grande projeto são seu forte.

Agora, para tentar atrair mais público e se sobressair entre as outras lojas, a Google acaba de anunciar a Infinite Digital Bookcase, ou Prateleira de Livros Infinita. Segundo o site eBook Newser, a prateleira agora se apresenta como um grande tubo, que pode ser girado e consultado com a ajuda do mouse, trackpad de um notebook ou toque em uma tablet.

Quando um livro é clicado, ele sai da prateleira e se abre ao usuário, mostrando suas informações e providenciando um link que leva ao livro na loja do Google. São 28 assuntos para refinar a pesquisa, e a interface é realmente muito bonita. São mais de 10 mil títulos – eletrônicos e físicos – na prateleira. No blog oficial do Google, a justificativa:

Uma interface digital precisa ser familiar o suficiente para ser intuitiva, enquanto que simultaneamente tira vantagem das falhas do espaço virtual. Nesse caso, imaginamos algo que se parecesse com prateleiras em sua sala de estar, mas que também fosse capaz de mostrar um enorme número de títulos que disponibilizamos online.

Confira um vídeo do projeto:

www.youtube.com/watch?v=6GqhJDPi-Ug

Brinque com a prateleira aqui.

Google Alertas agora também avisa sobre livros

Em tempo, a Google também anunciou hoje que seu serviço Google Alertas agora irá também enviar avisos sobre livros disponíveis em livrarias que estão indexadas no Google. De acordo com o Teleread, além do título procurado, o serviço também » Continue lendo.

Google Lança Biblioteca Virtual Interativa

SimplíssimoGoogle Lança Biblioteca Virtual Interativa

Esqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 1/10

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Bom… Conseguimos sua atenção :) A idéia era essa.

O tema que vamos tratar nessa postagem é tão, tão, mas tão relevante que precisamos pintar o título deste artigo com “cores muito fortes” para atrair sua atenção, nobre entusiasta das publicações digitais. Mas creia, temos bons motivos pra isso.

Aliás, não será em um único artigo que conseguiremos expor todo o raciocínio. Serão necessários pelo menos mais nove artigos para conseguirmos expor com algum aprofundamento e respaldo os “porquês” de estarmos abordando o tema com ares tão apocalípticos. Portanto, com esse primeiro “post”, temos a intenção salutar de apenas fazer uma introdução ao tema. Manias de editor: tudo tem que ter índice :)

Como muitos já perceberam, sempre que possível preferimos não usar a palavra “eBook” e sim o axioma “editorial digital” assim como outros apócrifos correlatos.

Há bons motivos para isso. Se analisarmos apenas a quantidade de “posts” polêmicos que tratam sobre o que é (e o que não é) o “livro digital” aqui no Revolução E-Book, já encontraremos motivos suficientes para questionarmos o termo. Será literatura sem papel? Será software multi-plataforma? Será o Super-homem? Nãoooo… É o eBook :)

Fanfarronices a parte, por mais instigante que seja o tema, não é isto que vamos comentar hoje. É algo infinitamente mais sério: Como monetizar uma operação (se é possível) com a venda de eBooks.

Notem que falamos “monetizar” e não “vender”. Vender nos parece ser mais fácil: basta baixar o preço abaixo da percepção de valor do mercado onde está inserido o produto, que se “vende” mais. Agora, monetizar, ganhar efetivamente dinheiro, já é outro papo.

E olha nós pintando o quadro novamente com “cores fortes”:

CRIAR EXPECTATIVAS DE VOLUMES RAZOÁVEIS NAS RECEITAS, A MÉDIO » Continue lendo.

Esqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 1/10

Ari PereiraEsqueça Receitas Diretas Sobre a Venda de eBooks… 1/10

As Burocracias do DRM e o Amigável Social DRM

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Os eBooks vieram para facilitar a leitura em geral. Fáceis de “transportar” e distribuir, os livros digitais vêm cativando cada vez mais novos leitores. Mas o que dizer quando aparecem pedras no caminho? Quando o que era para facilitar termina por criar novos e desnecessários obstáculos?

No Brasil, os formatos de eBook predominantes são o ePub e o PDF, o que é um ponto positivo, visto que estes formatos são aceitos pela maioria dos dispositivos pertencentes às famílias dos smartphones, tablets e eReaders. Em outras palavras, um livro digital obtido em um destes formatos pode ser aberto em qualquer um destes dispositivos sem problemas, certo? Sim e não!

Apesar da afirmação acima estar perfeitamente correta, a grande maioria das livrarias brasileiras distribuem seus eBooks com o Adobe DRM, o que podemos considerar a pedra no sapato. Com o propósito de combater a pirataria de livros, o DRM combate muito mais a boa experiência do leitor que qualquer outra coisa. Mas o DRM não é eficaz contra a pirataria? Sim e não!

Se você quer combater aquele leitor leigo na área de informática de dar uma cópia do livro que ele gostou para um amigo, a DRM é eficaz. Agora se você quer de fato combater a pirataria (os grandes) a resposta é: nem de longe! Qualquer criança de 12 anos (ou menos) sabe pesquisar no Google e pronto! Lá se vai toda tecnologia anti-pirataria…

Mas se você até agora não percebeu os efeitos colaterais do DRM, leia algumas das limitações impostas por esta tecnologia aos leitores de ebooks com DRM:

Posso transferir eBooks que já comprei ou baixei para outro computador? Sim, contanto que você tenha baixado o eBook em um computador que tenha sido ativado com seu Adobe ID. A utilização do Adobe ID é obrigatória? O programa Adobe Digital » Continue lendo.

As Burocracias do DRM e o Amigável Social DRM

Colaboração do leitorAs Burocracias do DRM e o Amigável Social DRM

Os 40 Anos do Livro Digital

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Se você acha que livro digital é novidade, está enganado, pois ele já chegou na fase adulta há muito tempo, e é um quarentão revigorado. Há anos venho defendendo e difundindo as potencialidades do livro digital, que pode democratizar o acesso ao livro e a leitura, principalmente por causa de sua portabilidade. Bom, essa história está longe de terminar, mas tem um começo preciso. Em 1971, Michael Hart criou o Projeto Gutenberg, a primeira biblioteca digital do mundo, desenvolvida para viabilizar uma coleção de livros eletrônicos gratuitos a partir de volumes físicos e com direitos autorais livres. O primeiro livro desta biblioteca foi a declaração de independência dos Estados Unidos (tornando-se o primeiro livro digital da história). Este projeto tem agora 36 mil títulos.

Outros dois grandes acontecimentos da história do livro digital aconteceram em 1991 e 1993, primeiro com a Companhia Voyager e seu projeto “Livro Estendido”, como fotos e biografia dos autores em CD-ROOMS, e com a Digital Book Inc, que produziu um disquete contendo 50 livros no formato DBF (Digital Book Format). Mas jogada de mestre teve Jeff Bezos, que resolveu criar a primeira grande livraria online, em 1995. No começo, ela vendia livros por email, e depois pelo site, e sua inovação se restringia apenas no modo de comprar e distribuir livros. Mas Bezos não se contentou com isso, e sua Amazon é hoje um conglomerado global. A partir de 1998, várias empresas tentaram emplacar leitores de livros digitais, como o Ebook Rocket, e SoftBook, e apareceram os primeiros fornecedores de eBooks em Inglês, como eReader.com e eReads.com. A Microsoft também tentou seu lugar ao sol, com o Microsoft Reader, mas não decolou. Quem alçou voo mesmo foi Stephen King, que teve o primeiro best-seller do mercado digital, “Montado na Bala”, com 400 mil downloads no » Continue lendo.

Os 40 Anos do Livro Digital

Colaboração do leitorOs 40 Anos do Livro Digital

eBooks que Respeitem o Leitor

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A leitura eletrônica é tentadora. Os eBooks tendem a custar menos que os livros impressos, é possível carregar centenas deles em um aparelho que pesa menos de 300 gramas, entre outras vantagens. Só que existem alguns poréns, que poucos vendedores e editoras discutem em público.

Quando você adquire um livro impresso, ele é uma propriedade [...]

eBooks que Respeitem o Leitor

eduardo cabral de meloeBooks que Respeitem o Leitor